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Guerra Civil - 1981
Fim do Mundo - 1983
Piolho - 1985
Em Caso de Acidente... Quebre Este Disco!
Gloomland - 1994
Farawayers - 1996
Em Caso de Acidente... Quebre Este Disco (relançamento) - 2000
Technolorgy - 2002
Pega Varetas (Meu Pau de Sebo) - 2003
Não Pode Ser Vendido Separadamente - 2007
ROCK é o nvo CD do ACIDENTE











ACIDENTE - Banda Independente de Rock - 1978/2009 - com 10 discos gravados

Em Caso de Acidente... Quebre Este Disco - 1990 Farawayers - 1996
GLOOMLAND 1994
Zunga Ezzaet - guitarra
Mario Costa - baterista
ZUNGA EZZAET
guitars
MARIO COSTA
drums
Jarbas Loop - baixo
Paulo Malaria - teclados
JARBAS LOOP
bass
PAULO MALARIA
keyboards


NOVO!
Ouça e baixe as músicas do CD
AQUI!

Gloomland (1994) - Relançamento em 2011
Este é o 5º disco do ACIDENTE. O primeiro em CD. rock progressivo pesado, repleto de passagens líricas e viajantes. O disco é basicamente instrumental. Das 17 faixas, apenas 4 músicas tem letra (*). Para ouvir a madrugada inteira com o  headphone no máximo.

Eu não tocava mais na banda. Minha colaboração foi fazer a programação visual, em cima de uma idéia muito boa do Mala para a capa: reproduzir a bandeira brasileira com uma cerca de arame farpado, parede de cruzes de cemitério e uma bola de fogo com 4 furos de tresoitão).

Sobre o disco, Malária escreveu:
"- Em meados de 1992 a banda entrou em um novo estúdio para gravar seu primeiro CD. No começo a mudança pareceu uma tarefa difícil, mas em pouco tempo as sessões começaram a fluir, com alternância de gravações, ensaios e encontros para novas composições. O resultado final mostra uma variedade de novas tendências e sutilezas sonoras, com amplo uso de overdubs, inacessíveis até então. Utilizando um sistema misto entre analógico e digital, a banda pode expandir de maneira formidável sua musicalidade; mas, por terem sido confeccionadas apenas 500 unidades, este  provavelmente é o trabalho menos conhecido do ACIDENTE.

Texto da reedição em 2011

"Gloomland" foi o primeiro CD do ACIDENTE. Gravado de outubro de 1992 a novembro de 1993, foi lançado em janeiro de 1994 inaugurando o selo Stolen Records, hoje um vasto catálogo com 5 títulos. O disco se tornou particularmente raro face à sua tiragem de 500 exemplares, exígua mesmo para os padrões independentes, e hoje é peça inexistente em coleções e lojas onde se encontram os outros CDs da banda. Este relançamento visa suprir a lacuna. Agora tem Gloomland para todos (< 1000), remasterizado, com a arte original, material iconográfico e textos adicionais, e ainda uma faixa bônus.

É o primeiro álbum do Acidente gravado, em termos, no sistema digital. Em 1989, a banda havia registrado o vinil "Quebre Este Disco" em 8 canais, num estúdio totalmente analógico, que fechou logo depois. Foi escolhido então para esta produção o Studio 806, de Paulinho Padilha, que utilizava um sistema misto onde teclado e bateria entravam digitalmente no computador via programa Cubase e eram salvos em disquete rígido, enquanto guitarra, baixo e voz eram gravados em 7 canais num Tascam que usava cassete e cujo oitavo canal ficava para o "sync", que amarrava o troço todo. Um esquema complicado, que falhou várias vezes nas primeiras sessões, gerando stress e quase melando o trabalho. Mas depois as coisas se acertaram e as gravações fluíram de modo extraordinário, embora a frase "caiu o sync" pairasse como uma espada sobre cada faixa. O resultado final era mixado em adats por Paulinho e Ary Menezes, que se tornaria o próximo baixista do Acidente. Hoje em dia não há máquinas capazes de fazer funcionar essa exótica combinação de sistemas, a não ser talvez no próprio 806, se lá houverem sido preservadas. Seja como for, vários disquetes foram espargidos com xixi do Mioso, em sua fase de adaptação à vida doméstica, de forma que não há como remixar o material original. Masterizado e editado por Ed Lincoln, o som do CD foi abundantemente turbinado na remasterização de Éverson Dias para este relançamento.

Quando o segundo Acidente foi formado para as gravações de "Quebre Este Disco", houve uma banda anterior com este nome, entre 1978 e 1987, cujo único remanescente foi o produtor e tecladista - formulou-se três cláusulas pétreas: fazer som instrumental; não tocar ao vivo, salvo em raríssimas ocasiões especiais; e não alterar o line-up. A primeira já havia sido descumprida quando o grupo tentou se lançar no circuito de shows apresentando-se num bar na Barra da Tijuca cujo dono na hora cancelou o show porque só havia 8 pagantes: "no es publico, no ten show". Uma lição sobre respeito aos músicos para não se esquecer, um erro que não se repetiu. Das outras duas fez-se tábula rasa em "Gloomland" onde, ao lado de Zunga Ezzaet (guitarra), Jarbas Loop (baixo) e Paulo Malária (teclado e voz - portanto havia músicas com letra), estreia o baterista Mario Costa, substituindo0 Bruno Mega, que trocou as baquetas pela informática. Com esta mudança, o epicentro sonoro do Acidente ficou firmemente ancorado no eixo Anchieta - Olinda - Nilópolis, onde residiam Jarbas, Zunga e Mario. Malária era o forasteiro que vinha de longe (Laranjeiras) em seu Chevette verde 1975 e as gravações rolavam no Valqueire.

Acidente 1933 - Mala, Zunga, Mario e Jarbas

Além de uma banda, era também um grupo de amigos que muitas vezes atrravessavam as noites desertas da cidade, na volta de um ensaio, conversando sobre rock e qualquer outra coisa também, debatendo arranjos, combinando novas composições. Um momento de ouro na vida de quatro músicos, registrado com dedicação e apuro técnico por Paulinho e Ary no Studio 806. Gloomland foi gravado sob a égide de amizades verdadeiras. Só podia mesmo ter ficado muito bom.

Durante as gravações, Jarbas começou a se dedicar mais à fé, e no decorrer de 1994 deixou a banda. Hoje ele é o Pastor Jarbas Lopes. Zunga, Mario, Malária e o novo baixista Ary partiram então para o novo projeto do Acidente: o CD "Farawayers". Mas isto já é outra história.

As faixas bônus de alguns discos do Acidente estão sendo reordenadas nesta fase de relançamentos. Aqui o critério foi temporal: "Fim do Mundo", gravada em junho de 1994, apresenta a mesma formação da banda (foi a última participação de Jarbas no baixo), mais a presença dos vocais de Helio 'Scubi' Jenné, co-fundador do velho Aça em 1978 e responsável pela arte original de "Gloomland".




MÚSICAS

1. Gloomland (4'10) - Paulo Malária - Zunga Ezzaet
2. Lucidez (5'21) - Jarbas Loop
3. Part One (3'03) - Zunga Ezzaet - Mario Costa
4. Tudo Errado (") (3'36) - Paulo Malária (Letra)
5. Praia Deserta (2'32) - Paulo Malária
6. Viajante Solitário (5'17) - Zunga Ezzaet
7. Ventos Uivantes  (3'22) - Paulo Malária - Jarbas Loop
8. Referências (*) (3'31) - Paulo Malária (Letra)
9. Findas Montanhas  (3'21) - Zunga Ezzaet
10. Formiga Mordeu Tua Bunda  (3'17) - Paulo Malária
11. Blues da Cerveja  (2'09) - Zunga Ezzaet
12. Toque de Recolher (*) (4'09) - Paulo Malária (Letra)
13. Alhures  (5'00) - Paulo Malária
14. Backup (2'16) - Jarbas Loop
15. Next Time (3'18) - Paulo Malária - Zunga Ezzaet - Mario Costa - Jarbas Loop
16. Chá com Cão (*) (1'42) - Paulo Malária (Letra)
17. Excentrix (1'42) - Paulo Malária
18. Fim do Mundo (bonus track) 3'15 - Paulo Malária

Total time: 60'13''

CRÉDITOS
Paulinho PadilhaEngenheiro de Som: PAULINHO PADILHA
Engenheiro-assistente de gravação: ARY MENEZES

PRODUZIDO POR PAULO MALARIA
Lançado em Setembro 1994. Tiragem única de 500 unidades.
Digital Studio

Design: HELIO JENNÉ

ACIDENTE ® PAULO MALARIA ® & STOLEN RECORDS ® são marcas registradas.

Todos os direitos reservados pelo produtor deste disco. Proibidas reproduções etc.

ACIDENTE ® não tem representantes ou agentes licenciados.

PLAYLIST GLOOMLAND
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Site: Helio Jenné
© 1997/2011


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CHÁ COM CÃO
Paulo Malaria

Todo dia você sai de casa sorrindo
Dizendo 'Hoje eu vou me dar bem'
Mas as pessoas não querem lhe ouvir
E você prefere ficar sem ninguém

Outra vez você esquece as coisas erradas
E tenta se ligar no seu som
Mas essas pessoas estão sempre por perto
E nada parece tão bom

Eu não quero mais
Essa gente normal ao meu lado
Eu não quero mais
Essa vida normal pela frente

E ainda uma vez você ensaia um sorriso
Mas não pode fingir que é real
Todo o seu passado continua presente
Pra lembrar que tudo sempre vai mal

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TOQUE DE RECOLHER (CURFEW)
Paulo Malária

A noite cai e quem teria uma razão
Pra circular pela noite
Em suas casas as pessoas se recolhem
Pois é tarde e o sol se esconde

Pelas ruas da cidade
Entre as sombras e o luar
Só você não interessa
Mesmo assim vão te pegar

Longe, muito além desse lugar
Tramam contra a sua volta
Ou, se voltar
Em nada vai mudar, porque
Sua vida sói foi feita pra sonhar

Há um mundo
Mas não pra você

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TUDO ERRADO
Paulo Malária

Quando você põe os pés fora de casa
Tudo de errado pode acontecer
Bombas, inflação, miséria, fome, assalto, esmola
De que adianta fingir que não vê?

Quando você põe os pés fora de casa
Pode não chegar a dar um passo a mais
Nem na sua cama você está seguro
Você é um malandro otário
E ninguém precisa lhe explicar porque

Sonha em ganham muitos milhões na loteria
Ir morar na Europa e só voltar pro carnaval
Todos que tentaram não lhe servem de exemplo
Pois você é muito mais esperto e mais legal

Reconhece até que tudo anda tão errado
Mas pra que falar se não se pode resolver?
Pensa que o que os outros não tiveram
Vai sobrar pra você

Por isso quando você põe os pés fora de casa
Tudo de errado pode acontecer

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REFERÊNCIAS *
Paulo Malária

A minha história começa
Aonde a do mundo acabou
Eu fui cicuteiro na Grécia
Faquir, samurai, rei nagô

Tudo o que hoje se diz
Eu ja dizia, mas
Não podia falar
Pra não embolar o sucesso de outros
Que a máquina ainda iria lançar

Lembra um dia em que todos saíram
Só você precisava ficar
Nesse dia passou o cometa
Que você passou a vida a esperar

'E a sua imagem ficou distante'
Feito um antigo festival
Ninguém se lembra o que veio antes
Quem paga leva
E 'não leve a mal'

Noites em claro
Dias cinzentos
Tempo que passa
Filme de horror
Eu tento acreditar num bom futuro
Mas no fim eu sei que nada
Nada vai mudar

(*) Quotations from Gloomlander early rock songs

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