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| GLOOMLAND | 1994 | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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Este é o 5º disco do ACIDENTE. O
primeiro em CD. rock progressivo pesado, repleto de passagens
líricas e viajantes. O disco
é basicamente instrumental.
Das 17 faixas, apenas 4 músicas tem letra (*). Para ouvir a
madrugada
inteira com o headphone no máximo. Eu não tocava mais na banda. Minha colaboração foi fazer a programação visual, em cima de uma idéia muito boa do Mala para a capa: reproduzir a bandeira brasileira com uma cerca de arame farpado, parede de cruzes de cemitério e uma bola de fogo com 4 furos de tresoitão). Sobre o disco, Malária escreveu: "- Em meados de 1992 a banda entrou em um novo estúdio para gravar seu primeiro CD. No começo a mudança pareceu uma tarefa difícil, mas em pouco tempo as sessões começaram a fluir, com alternância de gravações, ensaios e encontros para novas composições. O resultado final mostra uma variedade de novas tendências e sutilezas sonoras, com amplo uso de overdubs, inacessíveis até então. Utilizando um sistema misto entre analógico e digital, a banda pode expandir de maneira formidável sua musicalidade; mas, por terem sido confeccionadas apenas 500 unidades, este provavelmente é o trabalho menos conhecido do ACIDENTE. |
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Texto da reedição em
2011
"Gloomland" foi o primeiro CD do ACIDENTE. Gravado de outubro
de 1992 a novembro de 1993, foi lançado em janeiro de 1994
inaugurando o selo Stolen Records, hoje um vasto catálogo com 5
títulos. O disco se tornou particularmente raro face à
sua tiragem de 500 exemplares, exígua mesmo para os
padrões independentes, e hoje é peça inexistente
em coleções e lojas onde se encontram os outros CDs da
banda. Este relançamento visa suprir a lacuna. Agora tem
Gloomland para todos (< 1000), remasterizado, com a arte original,
material iconográfico e textos adicionais, e ainda uma faixa
bônus.
É
o primeiro álbum do Acidente
gravado, em termos, no sistema digital. Em 1989, a banda havia
registrado o vinil "Quebre Este Disco" em 8
canais, num estúdio totalmente analógico, que fechou logo
depois. Foi escolhido então para esta produção o
Studio 806, de Paulinho Padilha, que utilizava um sistema misto onde
teclado e bateria entravam digitalmente no computador via programa
Cubase e eram salvos em disquete rígido, enquanto guitarra,
baixo e voz eram gravados em 7 canais num Tascam que usava cassete e
cujo oitavo canal ficava para o "sync", que amarrava o troço
todo. Um esquema complicado, que falhou várias vezes nas
primeiras sessões, gerando stress e quase melando o trabalho.
Mas depois as coisas se acertaram e as gravações
fluíram de modo extraordinário, embora a frase "caiu o
sync" pairasse como uma espada sobre cada faixa. O resultado final era
mixado em adats por Paulinho e Ary
Menezes, que se tornaria o próximo baixista do Acidente. Hoje em dia
não há máquinas capazes de fazer funcionar essa
exótica combinação de sistemas, a não ser
talvez no próprio 806, se lá houverem sido preservadas.
Seja como for, vários disquetes foram espargidos com xixi do
Mioso, em sua fase de adaptação à vida
doméstica, de forma que não há como remixar o
material original. Masterizado e editado por Ed Lincoln, o som do CD
foi abundantemente turbinado na remasterização de Éverson Dias para este
relançamento.
Quando o
segundo Acidente foi
formado para as gravações de "Quebre Este Disco", houve
uma banda anterior com este nome, entre 1978 e 1987, cujo único
remanescente foi o produtor e tecladista - formulou-se três
cláusulas pétreas: fazer som instrumental; não
tocar ao vivo, salvo em raríssimas ocasiões especiais; e
não alterar o line-up. A primeira já havia sido
descumprida quando o grupo tentou se lançar no circuito de shows
apresentando-se num bar na Barra da Tijuca cujo dono na hora cancelou o
show porque só havia 8 pagantes: "no es publico, no ten show".
Uma lição sobre respeito aos músicos para
não se esquecer, um erro que não se repetiu. Das outras
duas fez-se tábula rasa em "Gloomland" onde, ao lado de Zunga Ezzaet
(guitarra), Jarbas Loop (baixo) e Paulo
Malária (teclado e voz - portanto havia músicas com
letra), estreia o baterista Mario
Costa, substituindo0 Bruno
Mega, que trocou as baquetas pela informática. Com esta
mudança, o epicentro sonoro do Acidente ficou firmemente
ancorado no eixo Anchieta - Olinda - Nilópolis, onde residiam
Jarbas, Zunga e Mario. Malária era o forasteiro que vinha de
longe (Laranjeiras) em seu Chevette verde 1975 e as
gravações rolavam no Valqueire.
![]() Além
de uma banda, era também um grupo de amigos que muitas vezes
atrravessavam as noites desertas da cidade, na volta de um ensaio,
conversando sobre rock e qualquer outra coisa também, debatendo
arranjos, combinando novas composições. Um momento de
ouro na vida de quatro músicos, registrado com
dedicação e apuro técnico por Paulinho e Ary no
Studio 806. Gloomland foi gravado sob a
égide de amizades verdadeiras. Só podia mesmo ter ficado
muito bom.
Durante as gravações, Jarbas começou a se dedicar mais à fé, e no decorrer de 1994 deixou a banda. Hoje ele é o Pastor Jarbas Lopes. Zunga, Mario, Malária e o novo baixista Ary partiram então para o novo projeto do Acidente: o CD "Farawayers". Mas isto já é outra história. As faixas bônus de alguns discos do Acidente estão sendo reordenadas nesta fase de relançamentos. Aqui o critério foi temporal: "Fim do Mundo", gravada em junho de 1994, apresenta a mesma formação da banda (foi a última participação de Jarbas no baixo), mais a presença dos vocais de Helio 'Scubi' Jenné, co-fundador do velho Aça em 1978 e responsável pela arte original de "Gloomland". |
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| MÚSICAS 1. Gloomland (4'10) -
Paulo
Malária - Zunga Ezzaet
2. Lucidez (5'21) - Jarbas Loop 3. Part One (3'03) - Zunga Ezzaet - Mario Costa 4. Tudo Errado (") (3'36) - Paulo Malária (Letra) 5. Praia Deserta (2'32) - Paulo Malária 6. Viajante Solitário (5'17) - Zunga Ezzaet 7. Ventos Uivantes (3'22) - Paulo Malária - Jarbas Loop 8. Referências (*) (3'31) - Paulo Malária (Letra) 9. Findas Montanhas (3'21) - Zunga Ezzaet 10. Formiga Mordeu Tua Bunda (3'17) - Paulo Malária 11. Blues da Cerveja (2'09) - Zunga Ezzaet 12. Toque de Recolher (*) (4'09) - Paulo Malária (Letra) 13. Alhures (5'00) - Paulo Malária 14. Backup (2'16) - Jarbas Loop 15. Next Time (3'18) - Paulo Malária - Zunga Ezzaet - Mario Costa - Jarbas Loop 16. Chá com Cão (*) (1'42) - Paulo Malária (Letra) 17. Excentrix (1'42) - Paulo Malária 18. Fim do Mundo (bonus track) 3'15 - Paulo Malária Total time: 60'13'' |
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CRÉDITOS Engenheiro
de
Som: PAULINHO
PADILHAEngenheiro-assistente de gravação: ARY MENEZES PRODUZIDO POR PAULO MALARIA Lançado em Setembro 1994. Tiragem única de 500 unidades. Design: HELIO JENNÉ ACIDENTE ® PAULO MALARIA ® & STOLEN RECORDS ® são marcas registradas. Todos os direitos reservados pelo produtor deste disco. Proibidas reproduções etc. ACIDENTE ® não tem representantes ou agentes licenciados. |
PLAYLIST GLOOMLAND Para escutar, clique no nome da música (vai abrir em uma nova janela) para baixar, clique na setinha. |
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© 1997/2011 |
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A minha história começa Aonde a do mundo acabou Eu fui cicuteiro na Grécia Faquir, samurai, rei nagô Tudo o que hoje se diz Eu ja dizia, mas Não podia falar Pra não embolar o sucesso de outros Que a máquina ainda iria lançar Lembra um dia em que todos saíram Só você precisava ficar Nesse dia passou o cometa Que você passou a vida a esperar 'E a sua imagem ficou distante' Feito um antigo festival Ninguém se lembra o que veio antes Quem paga leva E 'não leve a mal' Noites em claro Dias cinzentos Tempo que passa Filme de horror Eu tento acreditar num bom futuro Mas no fim eu sei que nada Nada vai mudar (*) Quotations from Gloomlander early rock songs |
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